- Não jogamos por dinheiro.
Coloquei minha bolsa na beirada da mesa.
- Que pena! Ia apostar todo meu dinheiro contra você. - Segurei meu trabalho, com as duas linhas preenchidas. - Mais algumas perguntas e eu dou o fora.
- Babaca? - patch leu em voz alta, apoiando-se no taco. - Câncer no pulmão? É para ser uma espécie de profecia?
Abanei o ar com o papel.
- Presumo que dê sua contribuição para essa atmosfera carregada. Quantos charutos por noite? Um? Dois?
- Eu não fumo. - Parecia sincero, mas não me convenceu.
- Hum, hum - disse eu, ajeitando o papel entre a bola preta e a vermelha.
Sem querer movi uma delas enquanto escrevia fuma charutos, com certeza, na terceira linha.
- Você está atrapalhando o jogo - disse Patch, ainda sorridente.
Olhei nos olhos dele e não consegui deixar de retribuir o sorriso - por pouco tempo.
- Tomara qua não esteja ajudando você. Qual o seu maior sonho?
Estava orgulhosa dessa pergunta porque sabia que ia desafiá-lo; exigia que ele pensasse.
- Beijar você.
- Não tem graça - falei, olhando-o nos olhos, grata por não ter gaguejado.
- Não, mas você ficou vermelha.
Sussurro - página 23
Nenhum comentário:
Postar um comentário